terça-feira, 17 de dezembro de 2024

TRANSFORME O ATENDIMENTO AO CLIENTE DO SEU SUPERMERCADO: OS 5 PILARES ESSENCIAIS PARA O SUCESSO Autoria: Cleia Elaine Soares – Psicóloga, Criadora da Universidade Corporativa do Supermercado.

 


“O atendimento ao cliente não é uma técnica a ser implantada, mas uma postura a ser cultivada.” Mário Persona.

Ao iniciar a Consultoria Organizacional em um supermercado, vivi uma experiência reveladora. Cheguei ao local sem que a equipe soubesse da minha visita para começar a observação do ambiente. Ao me dirigir ao balcão da padaria, notei duas balconistas envolvidas em uma conversa. Uma delas comentou com alívio: “Que bom que hoje foi tranquilo, gosto quando não tem cliente para atender.”

Surpreendentemente, elas não interromperam a conversa para me atender, ignorando completamente a minha presença.

Já vivenciou algo semelhante? Percebeu que alguns colaboradores não têm a menor noção da importância do cliente e do impacto que a falta de clientes pode ter em uma empresa?

Nossa primeira reação pode ser culpar as pessoas, afirmando que hoje em dia falta comprometimento. No entanto, esse é um caminho perigoso e que raramente traz resultados positivos. Antes de apontar o dedo e afirmar que "as pessoas" são o problema, é importante refletir sobre alguns pontos cruciais: o processo de recrutamento e seleção foi adequado? Os colaboradores receberam o treinamento necessário? Há uma cultura forte de atendimento ao cliente? Os líderes acompanham seus liderados e servem como exemplo de boa conduta no atendimento?

Ao longo da minha carreira como psicóloga especialista em supermercados, identifiquei cinco pilares fundamentais para que os colaboradores compreendam a verdadeira importância do atendimento ao cliente.

1º Pilar: recrutamento e seleção

O recrutamento e seleção são os pilares fundamentais para construir uma equipe de atendimento ao cliente altamente eficaz e alinhada com a visão da empresa. Este pilar vai além da simples contratação; ele estabelece a base para toda a cultura de atendimento ao cliente e influencia diretamente a qualidade do serviço prestado.

Durante o processo de seleção, é essencial aplicar métodos rigorosos para avaliar não apenas as qualificações técnicas dos candidatos, mas também suas habilidades interpessoais e compatibilidade com a cultura da empresa. Entrevistas estruturadas, testes de habilidades e simulações de situações de atendimento são ferramentas valiosas para avaliar como os candidatos lidam com situações reais que encontrarão no trabalho.

 

2º pilar: cultura organizacional focada no atendimento ao cliente

Uma cultura organizacional sólida, com foco no atendimento ao cliente, é o alicerce de qualquer negócio de sucesso. Quando a valorização do cliente está enraizada nos valores e práticas da empresa, cada colaborador entende que o cliente é a razão de ser do negócio. Essa mentalidade cria um ambiente em que a excelência no atendimento se torna um compromisso coletivo e constante.

3º pilar: liderança pelo exemplo

Liderança exemplar é essencial para moldar o comportamento dos colaboradores. Líderes que praticam o que pregam, demonstrando diariamente um atendimento ao cliente impecável, inspiram suas equipes a fazerem o mesmo. Eles não apenas direcionam, mas também influenciam positivamente, criando um padrão elevado de atendimento que todos são motivados a seguir.

4º pilar: investimento massivo em treinamento

Investir de forma consistente em treinamento é crucial para o desenvolvimento das habilidades dos colaboradores. Isso inclui tanto o treinamento comportamental, como o desenvolvimento da Inteligência Emocional, que ajuda os colaboradores a lidarem melhor com situações desafiadoras, quanto o treinamento técnico, focado em atendimento ao cliente e vendas. Juntos, esses treinamentos capacitam a equipe a oferecer um serviço excepcional, garantindo a satisfação e a fidelização dos clientes.

5º Pilar: comunicação eficaz e feedback contínuo

A comunicação eficaz e o feedback contínuo são essenciais para manter e aprimorar a qualidade do atendimento ao cliente. Estabelecer canais abertos para que os colaboradores possam expressar suas preocupações, sugerir melhorias e receber feedback sobre seu desempenho é fundamental para o crescimento e a adaptação contínua. Um sistema de feedback bem estruturado permite identificar e resolver problemas rapidamente, além de reforçar as boas práticas e corrigir eventuais falhas.

Além disso, uma comunicação clara e transparente ajuda a alinhar expectativas e garantir que todos os membros da equipe compreendam a importância de suas funções no contexto do atendimento ao cliente. Promover reuniões regulares e sessões de treinamento sobre a importância da comunicação e do feedback não só melhora a eficiência operacional, mas também fortalece o compromisso da equipe com a excelência no atendimento.

A construção de uma equipe de atendimento ao cliente excepcional e alinhada com os objetivos da empresa não se resume a um único aspecto, mas sim à integração harmoniosa de cinco pilares fundamentais. Desde um processo de recrutamento e seleção rigoroso que estabelece as bases para a cultura organizacional, até uma cultura sólida centrada na valorização do cliente, a liderança exemplar, o investimento consistente em treinamento e a comunicação eficaz com feedback contínuo, cada um desses elementos desempenha um papel crucial.

Esses pilares não apenas formam a espinha dorsal de um atendimento ao cliente de alta qualidade, mas também garantem que a equipe esteja constantemente motivada, capacitada e comprometida com a excelência. Ao implementar e fortalecer cada um desses aspectos, sua empresa não só proporcionará uma experiência superior para o cliente, mas também criará um diferencial competitivo sustentável no mercado.

A verdadeira transformação no atendimento ao cliente começa com um compromisso estratégico e contínuo com a melhoria e a excelência em todos os níveis da organização.

Como você pode implementar de maneira prática e imediata um ou mais desses pilares para melhorar a experiência do cliente em seu supermercado, e qual seria o primeiro passo que você tomaria para iniciar essa transformação com sua equipe?

 

terça-feira, 5 de novembro de 2024

TRANSFORMAÇAO DIGITAL NO VAREJO POR: kARLA DAMACENO


A transformação digital no varejo está revolucionando a maneira como as empresas interagem com seus clientes, e o uso de Big Data e análise de dados é um dos pilares dessa mudança. A seguir, estão alguns pontos-chave sobre como essas tecnologias estão sendo utilizadas para melhorar a experiência do cliente:

  1. Personalização em Tempo Real: Com a análise de grandes volumes de dados, os varejistas podem oferecer experiências personalizadas em tempo real. Isso inclui desde recomendações de produtos com base no histórico de compras e navegação, até ofertas especiais que refletem os interesses e comportamentos individuais dos clientes.
  2. Previsão de Demanda: Através de algoritmos avançados de análise de dados, as empresas podem prever quais produtos serão mais procurados em determinados períodos. Isso permite um melhor gerenciamento de estoque e evita situações de falta ou excesso de produtos, garantindo que o cliente sempre encontre o que procura.
  3. Melhoria no Atendimento ao Cliente: O Big Data permite a análise de feedbacks e interações dos clientes em diferentes canais (lojas físicas, online, redes sociais). Com isso, as empresas conseguem identificar rapidamente problemas recorrentes e oportunidades de melhoria, ajustando seus serviços para atender melhor às expectativas dos consumidores.
  4. Otimização da Jornada de Compra: A análise de dados sobre o comportamento de compra dos clientes, desde a pesquisa até a finalização da compra, permite que os varejistas identifiquem pontos de fricção na jornada de compra. Isso resulta em uma experiência mais fluida e satisfatória, reduzindo o abandono de carrinho e aumentando as taxas de conversão.
  5. Segmentação de Clientes: Com Big Data, as empresas podem segmentar sua base de clientes de forma mais precisa, criando campanhas de marketing direcionadas que falam diretamente aos interesses e necessidades de cada grupo. Isso não só melhora a eficácia das campanhas, mas também aumenta a lealdade dos clientes.
  6. Inovação no Ponto de Venda: A transformação digital traz inovações como checkout sem caixa, pagamentos por aproximação, e aplicativos de realidade aumentada, que melhoram a experiência no ponto de venda físico. Esses avanços tornam o processo de compra mais conveniente e agradável para o cliente.

Esses são apenas alguns exemplos de como o Big Data e a análise de dados estão sendo usados para transformar o varejo e melhorar a experiência do cliente, criando uma conexão mais forte e eficaz entre as empresas e seus consumidores.

Um exemplo prático de como Big Data e análise de dados são utilizados para melhorar a experiência do cliente no varejo pode ser visto na personalização de recomendações de produtos em plataformas de e-commerce.

Exemplo: Amazon

Contexto: A Amazon, uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo, usa Big Data e análise de dados para personalizar a experiência de compra de cada usuário.

Como Funciona:

  • Coleta de Dados: A Amazon coleta uma vasta quantidade de dados de seus usuários, incluindo histórico de compras, itens visualizados, pesquisas realizadas, avaliações e até o tempo gasto em cada página.
  • Análise de Dados: Usando algoritmos de machine learning, esses dados são analisados em tempo real para identificar padrões de comportamento e preferências individuais.
  • Personalização: Com base na análise, a Amazon consegue sugerir produtos relevantes para cada cliente de forma altamente personalizada. Por exemplo, se um usuário frequentemente compra livros de um determinado autor ou gênero, a plataforma sugere novos lançamentos ou best-sellers nessa categoria.
  • Impacto na Experiência do Cliente: Essa personalização faz com que os clientes se sintam compreendidos e valorizados, pois recebem recomendações que realmente lhes interessam. Isso aumenta a probabilidade de compra, melhora a satisfação do cliente e, conseqüentemente, a fidelização.

Resultado:

  • A abordagem personalizada da Amazon não só melhora a experiência do cliente ao tornar o processo de compra mais eficiente e agradável, mas também aumenta as vendas e o valor do ticket médio, já que os clientes são mais propensos a comprar produtos recomendados que se alinham com seus interesses.
Esse exemplo demonstra como a utilização de Big Data e análise de dados pode transformar a experiência de compra, criando um ciclo positivo para tanto os consumidores quanto para a empresa.


terça-feira, 29 de outubro de 2024

 


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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Já conhece a melhor do Brasil ?#CachaçaCaranguejoAMelhordoBrasil
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ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Movimentação no varejo pode aumentar até 40% em dezembro 

Estudo realizado pela Virtual Gate com mais de 1000 pontos de venda em todo o território nacional mostra que, no último mês do ano, o crescimento do fluxo de clientes nas lojas pode chegar a 40% em relação à média dos demais meses. O setor de Vestuário, Calçados e Tecido deve registrar as maiores altas no 4º trimestre, sendo acompanhado pelo de Equipamentos e Materiais para Escritório, Telecom e Informática.

Segundo Heloísa Cranchi, diretora geral da Virtual Gate, a expectativa de crescimento do fluxo de clientes está diretamente ligada ao dinheiro injetado na economia através do 13º salário, e também à melhora nos índices econômicos. “A redução do nível de desemprego nos últimos meses, aliada ao crescimento da quantidade de vagas temporárias no varejo, que pode podem chegar a 124 mil, também impulsionam as estimativas”, ressalta a executiva.
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ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Abic faz homenagem à São Braz

Maior produtor mundial e o segundo maior mercado consumidor de café. Para chegar a essas marcas, uma organização nacional foi criada e industriais do setor cafeeiro participaram ativamente do crescimento.

O evento que marcou os 40 anos da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) no Centro de Convenções do Sofitel Jequitimar, em Guarujá, São Paulo, prestou homenagem aos ex-presidentes da Abic e os industriais do produto que aprimoraram o setor cafeeiro no 21º Encafé – Encontro Nacional das Indústrias de Café.

O presidente do Grupo São Braz, o industrial José Carlos da Silva Júnior, foi homenageado por sua trajetória e por sua passagem, por dois mandatos, na presidência da Abic, entre os anos de 1996 e 2002. No evento, foi representado pelo diretor superintendente do Grupo São Braz e diretor da Abic para o mercado do Nordeste, Leonel Freire.

Mesmo com a forte concorrência de empresas multinacionais no setor, dados divulgados pela Abic mostram que a São Braz ganhou duas posições no ranking nacional em 2011, ano em que completou 60 anos de fundação. Na relação das 100 maiores indústrias de café, a São Braz saiu da 8ª, em 2010, para 6ª maior empresa do país, em 2011. Atualmente, a indústria São Braz mantém a 6ª posição de maior torrefadora de café do país, no ranking divulgado anualmente pela Abic.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Brasileiro busca novidade e promoção quando vai às compras

É o que aponta o estudo Consumer Watch Express Shopper, da Kantar Worldpanel, realizado em algumas cidades na América Latina com 6.400 consumidores. No Brasil, o estudo foi realizado em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Para 42% dos brasileiros, a busca por ações promocionais, inovação e pelos melhores preços é a marca principal de seu comportamento no momento da compra.

A pesquisa mostra ainda que 74% dos consumidores sempre compram produtos em oferta e promoção e 61% da população brasileira compara preços entre lojas e produtos, o que destaca a preocupação com o orçamento mensal. “O consumidor está mais atento e sabe que existe uma concorrência forte de preços entre as marcas”, conta Christine Pereira, diretora comercial da Kantar Worldpanel.

domingo, 2 de setembro de 2012

Néctares de laranja deverão ter ao menos 50% de suco da fruta

A determinação é do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), e foi publicada terça-feira (28/08) no Diário Oficial da União. A norma eleva dos atuais 30% para 50%, no mínimo, o conteúdo de suco de laranja nas bebidas vendidas como néctar da fruta. A medida dá prazo de 180 dias para que as indústrias se adaptem.

De acordo com o Ministério, a exigência é de caráter técnico, para adequar melhor a concentração de suco nas diferentes bebidas negociadas no varejo. Atualmente, o refrigerante sabor laranja tem no mínimo 10% de suco, e o néctar 30%. Calcula-se que a mudança vai permitir distribuição adicional de 10 mil toneladas a mais de laranja no mercado interno.

A medida foi aprovada pela CistrusBR(Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos). A entidade ressalta que a maior adição de laranja no néctar vai contribuir para reduzir o estoque de 662 mil toneladas de suco concentrado, atualmente em poder da indústria.

A gôndola agora é virtual (Por Fernando Salles )


Brasileiro gosta mesmo de tecnologia e busca, o tempo todo, novas maneiras de se conectar a ela. Basta observar a forma como, rapidamente, os computadores pessoais de mesa foram sendo substituídos por modelos mais práticos. Tanto que no início do ano passado os notebooks já representavam mais da metade das vendas de PCs no País. O principal atrativo – além do preço baixo de alguns modelos – é poder levar o computador consigo para todos os lugares.
Nesse quesito, porém, nada supera os celulares. É por meio deles que aproximadamente um em cada cinco brasileiros se conecta a qualquer hora e de qualquer lugar com o mundo antes chamado de “virtual”, mas cujos contornos se tornam cada dia mais reais. Hoje, 56,2% dos brasileiros utilizam a internet também no celular. Checam e-mails, trocam mensagens instantâneas, “curtem” algo nas redes sociais, leem notícias, pesquisam trajetos e, de vez em quando, até fazem uma ou outra ligação. Facilidades proporcionadas também pelos tablets: apenas entre janeiro e março deste ano foram vendidos 370 mil desses aparelhos, 351% a mais do que no mesmo período de 2011.
Essa rápida movimentação transforma, a todo instante, as relações de amizade, de compras e (por que não dizer?) todo o estilo de vida do consumidor. E você não tinha a ilusão de que sua loja passaria ilesa, certo? Vez por outra, no entanto, surge alguma novidade que torna mais fácil enxergar como esse cenário é transformador também para o varejo.
É o caso das gôndolas virtuais, uma ideia que uma década atrás soaria como algo saído de um desses filmes de ficção científica que vivem sendo reprisados na TV a cabo. Até que a os britânicos da Tesco montaram uma dessas vitrines numa movimentada estação de metrô de Seul. Ainda mais loucos por tecnologia que nós, tupiniquins, os coreanos rapidamente começaram a usar seus smartphones e tablets para escanear (via QR Code) os produtos que gostariam de receber em casa na hora de voltar do trabalho. Virou sucesso absoluto e comentário frequente em qualquer palestra sobre inovação.
Eis que no começo do mês passado a ideia desembarcou no Brasil, pelas mãos do Pão de Açúcar, sempre atento ao que há de novo por aí para rentabilizar o negócio. O painel foi instalado em um dos corredores do sofisticado shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Basta ao consumidor olhar as fotos dos produtos e escolher o que deseja comprar, com a garantia de receber em casa o pedido, pagando um frete de, no máximo, R$ 13,90. O sistema ainda causa uma certa surpresa a quem se depara com a gôndola virtual, mas ela tem tudo para, em médio prazo, se tornar algo mais comum por aqui.
A SAP, por exemplo, já disponibiliza o sistema para os supermercados. Dias atrás conheci o dispositivo lá no recém-criado Centro de Inovação para o Varejo, que a empresa montou no mesmo prédio de sua sede, na capital paulista. Elia Chatah, especialista em soluções de varejo da empresa, me contou que, para o consumidor, a possibilidade de comprar algo fora da loja significava praticidade. “Pode fazer isso quando está no metrô ou em um aeroporto”, exemplificou o executivo. Para o varejo, é a chance de não ficar restrito às lojas e gôndolas físicas, que, ao contrário das virtuais, não são elásticas.
Mais do que isso, as gôndolas virtuais são mais uma maneira de atender um novo consumidor, que gosta de muito de tecnologia e ainda mais de rapidez e praticidade, características que já começam a se tornar a regra nas relações de consumo. E isso tem muito a ver com sua loja.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

MARKETING SENSORIAL AJUDA COMÉRCIO A VENDER


VER, OUVIR, SENTIR, TOCAR: QUAIS OS SENTIDOS DA SUA MARCA?




A música pode ser aliada na promoção de uma marca. Em Mato Grosso do Sul, uma agência se dedica a auxiliar os empreendedores a terem sucesso nos negócios ao adequar a sonorização dos ambientes das empresas.
O uso da música nos negócios integra as estratégias do marketing sensorial. A ideia é despertar sensações nos clientes enquanto estão dentro de uma loja, por exemplo. Para cada situação ou horário, um tipo diferente de gênero musical, de forma a alcançar a emoção pretendida em públicos específicos.
Quem visitar o Fórum do Varejo, que será realizado pelo Sebrae em Mato Grosso do Sul nos dias 6 e 7 de agosto, poderá experimentar um pouco do uso da música para as vendas. Uma casa-conceito mostrará como usar a audição e outros sentidos dos clientes para o sucesso dos negócios.
A Única Identidade Musical tem sede em Campo Grande e trabalha com a personalização sonora em ambientes empresariais. O trabalho é feito a partir de uma seleção de músicas para o público-alvo de cada ambiente. Assim, pode-se criar uma identidade musical para o negócio.
Segundo André Oliveira, sócio da Única, “a ambientação musical é uma ferramenta estratégica imprescindível para estimular os clientes na empresa. Com uma programação inteligente, que fale a língua deles e que torne o ambiente mais agradável, o consumo aumenta e o lucro também”, explica. Atualmente, mais de 20 clientes dos mais variados segmentos integram a carteira da empresa.
André explica que as músicas são escolhidas em uma entrevista com o empresário. Na conversa são determinados a faixa etária do público-alvo e o poder aquisitivo, por exemplo. “A partir daí, de forma estratégica, determinaremos que tipo de música entra na playlist para despertar sensações nos clientes”.
Proprietário de um restaurante e de uma agência de viagens em Campo Grande, Leonardo Freitas garante que a sonorização adequada dá retorno. “A diferença é absurda. O cliente consome mais, sente prazer em estar no local. Ele faz questão de elogiar”, conta. Na agência, tocam músicas de várias partes do mundo. “Havaiana, alemã, surf music. Tudo para deixar o comprador inspirado, pensando na viagem que fará”.

MAIS DE 22% DOS CONSUMIDORES LEVAM EM CONTA OPINIÕES NAS REDES SOCIAIS


Informações negativas divulgadas nas redes sociais podem significar um estrago para as marcas. A conclusão é da pesquisa “Empresas e consumidores nas Redes Sociais”, que concluiu que 22,4% dos consumidores levam em consideração as opiniões expressas por outros internautas na hora de optar por um produto ou serviço. As questões mais apontadas como desfavoráveis foram ações invasivas (11,8%), mau atendimento (10,8%), propaganda enganosa (7,8%), falta de ética (6,2%) e preços abusivos (4%).
A análise foi realizada pela agência JeffreyGroup, em parceria com o Instituto Ideafix, durante Campus Party, e ouviu 500 pessoas. Ainda segundo o estudo, 73,5% dos usuários das redes sociais seguem os perfis das marcas, enquanto 23,2% não o fazem. Entre as ações que mais atraem na web estão promoções (31,2%), boa propaganda (10,4%), descontos (9,4%), informações sobre detalhes dos produtos (8,2), custo/benefício (7%), sustentabilidade (5,6%), bom atendimento aos clientes (5%), oferecimento de brindes e prêmios (4,8%), qualidade (4%), interação (4%), relatos positivos de outros consumidores (3,6%), existência de itens inovadores (1,6%), presença atuante nas redes (1,2%) e suporte pós-venda (1,2%).

QUEM É O JOVEM DA CLASSE C E COMO MUDA A FORMA DE CONSUMIR


A evolução de consumo da Classe C despertou sonhos antes impossíveis. A principal mudança no padrão de comportamento está no perfil do jovem brasileiro: se antes o sonho era o tênis ou a roupa da moda, hoje a educação é vista como uma moeda capaz de bancar o desejo de um futuro melhor. Diferenciando-se da massa que forma a nova classe média, os jovens começaram a revolucionar as formas de consumir e devem mudá-las ainda mais.
Enquanto boa parte dessa classe se preocupa com o consumo de bens duráveis e não-duráveis, e nesse ponto encontram marcas prontas para atenderem suas vontades, o jovem se compromete a gastar pensando no futuro. “É como se a massa estivesse olhando para o presente e os CDFs para o amanhã. Eles têm menos propensão para o endividamento e as decisões são mais precisas. A maneira como constroem a relação de compra também é diferente.
Educação como saída
Um dos fatores responsáveis pela mudança no perfil e engajamento dos jovens está relacionado à banda larga.A possibilidade de acesso à internet e, por consequência, às redes sociais gerou oportunidades de informação e comunicação. Ao se atualizarem, eles descobriram que outro mundo é possível e só pode ser construído agora.
Diferente da maior parte da Classe C, o jovem CDF tem a consciência de que a formação universitária é uma facilitadora para a entrada no mercado de trabalho e um fator de incentivo para aprimorar o conhecimento, seja por meio de cursos de pós-graduação ou de extensão. Hoje, 17% deles fazem faculdade e 49% desejam cursar alguma nos próximos anos.
Além disso, 93% acreditam que o esforço feito no dia a dia garantirá um futuro melhor. “Essas pessoas se destacam com uma possibilidade enorme de programar o futuro. Obstinados, disciplinados, focados, batalhadores e ocupados eles têm características muito diferentes da outra parte da Classe C. Eles usam todas as possibilidades que têm para investir neles mesmos.
Outro ponto que determina os pés no chão é a escolha racional e prática da faculdade: 44% valorizam a proximidade geográfica, 43% o valor da mensalidade e 39% o curso oferecido. Na hora de escolherem o que estudar, 75% definem a carreira não pela vocação, mas pelas oportunidades no futuro. Para 30% a área que escolhem é a que já estão trabalhando e o curso mais em voga é administração, com índice de 14%.
Futuro sustentável
Ainda que a definição do novo jovem da Classe C seja específica, o futuro dos CDFs mudará o consumo do brasileiro de forma geral. A capacidade de transformação ajuda na compreensão das relações que têm sido criadas.
A rotina extenuante de aliar trabalho, criação dos filhos e estudo faz com que esse jovem não seja estimulado para comprar por impulso. Pouco endividados, a base da pirâmide de consumo deles é formada prioritariamente por educação. A massa, por sua vez, prioriza gastos com eletrodomésticos e artigos para casa, justamente itens que são ofertados a cada olhada na TV ou caminhada pelas ruas.
A longo prazo, a solidez na maneira de consumir encontrará lugar ao lado dos jovens. Ao assumirem compromissos, eles agem de forma mais segura e sustentável, querendo garantir que terão uma vida melhor que a de seus pais. Tanto é que grande parte dessas pessoas são as primeiras da família a entrarem em uma faculdade.
A princípio rejeitados por alcançarem um posto nunca antes visto entre os familiares, logo eles se tornam mais admirados e exemplos a seguir. Em breve, os CDFs cruzarão as fronteiras da classe média e vão consumir bastante, mas de forma muito particular. Eles consumirão o que tem a ver com eles, com seu estilo, valorizando o que é essencial para sua língua. Certamente são passos a serem refletidos e seguidos.